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Domingo, Setembro 20, 2009
Último sol.
(by Junia Manieri)
Neste dia de mar azul, dourando minha pele molhada, criando lagos e lagoas, pelo corpo todo,
esse sol de verão tão forte e brilhante, é o que sempre quero e quase nunca tenho.
Hoje, agora, aqui nesta areia quente, deixo o sonho chegar e ficar.
Na cabeça, tudo me pertence finalmente.
Sou o comercial da tv, o cartaz de rua que fala de cigarro, refrigerante e ondas do mar.
Sinto que nunca mais esses momentos vão passar.
Sou estrela, pantera, bicho preguiça, sei lá! Sou o que quero ser nesta fantasia e sozinha,
com os olhos fechados,
imagino desertos e cachoeiras perto e longe, sumindo e vindo..
Como é bom este torpor, este mormaço, esta ausencia de tudo e de todos.
Só natureza e calor... calor que aumenta...
Abro os olhos e a claridade tão forte, me atordoa.
Estranho essa luz prateada que está chegando nessa nuvem baixa,
com forma diferente de sorvete de casquinha cada vez mais perto de mim.
O corpo dói, reclama e arde sempre mais.
Sinto medo e não consigo olhar ao meu redor.
Entendo agora o que me espera e grito:
"Deus, o sol que amo é o seu, não o dos homens!"
Enquanto ainda vivo, dou adeus à alegria que termina e choro...
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Gosto muito desse meu texto...Assim, ele volta..
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